Antigamente
o sertão nordestino era comandado pelos grandes fazendeiros e latifundiários,
eles eram conhecidos naquela época como “CORONÉIS”. Para realizar os trabalhos
em suas propriedades e produzir suas riquezas, os Coronéis exploravam a
população pobre das aldeias e comunidades mais próximas das suas fazendas. Era
praticamente um trabalho escravo, pois não recebiam em dinheiro mas, sim, em
“vale” nos próprios armazéns de seus patrões. Os valores pagos em alimentos não
eram compatíveis com o trabalho realizado mensalmente e de sol a sol, na
maioria das vezes só dava para alimentar a família por uns 15 dias e o restante
do mês era convertido em dívida com os Coronéis. Assim, eles eram explorados no
trabalho e endividados nos armazéns a ponto de se comprometerem com seus
patrões pelo resto de suas vidas. Ficavam “presos” aos latifúndios e
plantações. No final do século XIX e começo do XX (início da República), começaram a surgir grupos de homens
armados insatisfeitos e revoltados que resolveram lutar contra toda esta forma
de dominação, eles ficaram conhecidos como cangaceiros.
domingo, 28 de outubro de 2012
BOIADEIROS
A
Linha de Trabalho dos Boiadeiros foi criada sob o arquétipo do homem do campo
que lidava diariamente com a criação e com rebanhos de animais como cabras,
ovelhas, bois e cavalos. Em sua maioria eram boiadeiros, vaqueiros,
pastoreadores, tocadores de gado, peões e laçadores que por força de sua função
desenvolveram grande
determinação, uma fé forte e resistente, força de vontade, simplicidade, um
grande senso de liberdade e necessidade de conviver com a natureza e com os
animais de forma harmoniosa, respeitando a criação divina e a sua força demonstrada através do tempo climático
e das quatro estações do ano. Para essas pessoas, o tempo atua diretamente em
suas vidas podendo ser generoso mantendo seus pastos verdes e os animais
saudáveis ou rigoroso promovendo grandes estiagens que secam seus campos e
reservas de água fazendo sofrer seus animais. Têm a exata noção da importância
das ações da natureza em suas vidas e por este motivo respeitam a terra em que
pisavam, o ar que respiravam, a água que bebiam, a vegetação que os alimentava
e o fogo que os aquecia nas longas noites ao relento no campo. São homens e
mulheres fortes, habilidosos, valentes, impetuosos, persistentes e
responsáveis, pois recebem os rebanhos e os acolhem sob o compromisso de
conduzir todos eles durante a longa jornada até o destino final, em plena
segurança. Assumem a sua guarda, a sua alimentação, a sua proteção e o seu
direcionamento. Por todos estes motivos e por haver uma forte afinidade destes
espíritos com uma grande parte da população brasileira, a linha dos Boiadeiros
foi estabelecida e firmada dentro da Umbanda. Através dela se manifestam
espíritos que tiveram esta vivência e outros irmãos que tenham afinidades e
missões dentro de seu campo de atuação mas que podem não ter vivido diretamente
esta experiência na matéria. Com todas estas características marcantes e
vigorosas eles são um excelente auxílio e grande força de trabalho na atuação
sobre os eguns (obsessores, espíritos desequilibrados e negativados). São de
pouca conversa, mas de muita ação.
BAIANOS
A linha de trabalho dos
Baianos surgiu de forma organizada e efetiva a partir da década de 50 e reflete
o arquétipo de um povo alegre, persistente, forte, firme na sua fé e
determinado em seus ideais. Esta linha de trabalho, também chamada “Povo da
Bahia”, nos remete à história do nosso País, desde a sua colonização até os
dias atuais, pois somos um povo miscigenado, misto, formado por antepassados de
várias origens e vários países, de várias raças e várias crenças, e o Povo da
Bahia reflete exatamente todos estes componentes e retrata o povo brasileiro.
Os Baianos são amigáveis, amorosos, devotos, universalistas e festeiros. Há uma
corrente da Umbanda que nos diz que a Linha dos Baianos engloba espíritos de
antigos Sacerdotes da Bahia e de outras regiões, e é regida diretamente pela
nossa sagrada Mãe Iansã que nos resgata, acolhe e redireciona para que possamos
voltar a trilhar o caminho da nossa evolução, mas possui também ligações com
nossos sagrados Pai Oxalá e Mãe Oiá-Tempo (Logunã), já que está ligada à Fé e à
Religiosidade dos seres. De acordo com essa teoria, a linha dos Baianos foi criada no plano
espiritual considerando todas as afinidades com o povo brasileiro e para
homenagear e abrir campo de trabalho para os antigos Pais e Mães no Santo da
Bahia (que foram os primeiros a cultuar os Sagrados Orixás mesmo enfrentando
todas as dificuldades criadas pelo preconceito da sociedade) e de outros
Estados do Brasil.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
OS CORDÕES ENERGÉTICOS E OS NOSSOS DESEQUILIBRIOS
Nós vivemos no plano físico, considerado como uma “faixa
neutra” nos planos e dimensões fatorados por Deus (Olorum). As faixas acima são
consideradas “positivas” e as faixas abaixo são consideradas “negativas”. Então,
dentro da dimensão humana da vida, nós temos as faixas positivas, neutras e
negativas. Nós oscilamos entre essas faixas energéticas a todo instante. Pois estamos
falando em energia, em corpos energéticos, em mentais divinos. As pessoas falam
sobre isto o tempo todo, uns alertam os outros, orientam, aconselham, mas a
maioria não tem a exata noção do que está observando e desconhece a sua real
atuação em nossas vidas.
Se você chega no seu trabalho e encontra um colega
triste e desanimado, imediatamente você se preocupa e dirige-se à ele a fim de
saber o que aconteceu. Ao final da conversa, seja qual for o motivo da tristeza
e do desânimo, você orienta e estimula o seu colega a deixar a tristeza de
lado, a “levantar o seu astral”. Da mesma forma, quando estamos diante de
alguém enfermo, procuramos compreender o seu problema para que possamos ter
argumentos para estimulá-lo e “levantar o seu astral”. Queremos gerar calma, tranqüilidade,
equilíbrio, paz, harmonia, alegria, sentimentos “positivos”, em seu interior.
O que isto quer dizer de fato? “Levantar o astral”
quer dizer elevar a vibração, torná-la positiva, elevar o seu padrão vibratório.
Nós sabemos que a tristeza profunda e prolongada pode causar várias doenças
pelo desequilíbrio que traz ao nosso organismo. Então, podemos concluir que o
nosso estado emocional atua diretamente em nossos corpos espirituais e em
nossas vibrações energéticas; assim como o nosso mental, através de nossos
pensamentos equilibrados ou desequilibrados. Somos, literalmente, aquilo que
pensamos, sentimos e vibramos.
Trazendo estas informações para as nossas relações
pessoais, podemos analisar e entender um pouco mais a fundo como tudo isto
funciona no plano espiritual.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
O QUE É A FELICIDADE?
O que é a felicidade senão a plena sensação de
satisfação diante da vida? Pensando assim, podemos entender que a felicidade
está ao alcance de todos nós, a todo instante. Basta acordamos dispostos a ser
felizes, basta nos permitirmos simplesmente aproveitar aquilo que a vida nos dá
sem querer nada a mais, sem cobrar aquilo que nós achamos que é fundamental. Porque
muitas vezes acreditamos em nossos devaneios e nos permitimos colocá-los à
frente de nossos olhos tapando a visão de tudo o que existe ao nosso redor. Somos
seres humanos querendo ser deuses, queremos ser o que não somos, queremos ter o
que não temos, queremos possuir aqueles que não possuímos, queremos ser
cinematograficamente amados por aqueles que não nos amam da forma como nós
imaginamos, queremos tudo o que não temos e, simplesmente, não vivenciamos tudo
o que nós temos e que nos foi concedido por Deus.
Pense em você. Pense na sua vida. Você tem saúde, tem uma
família que te ama, tem um emprego que pode não ser aquele dos seus sonhos mas
que te permite pagar as suas contas, te permite sobreviver (muitas outras
pessoas não tem!), você tem uma casa, um livro, uma música, uma lembrança de um
momento de alegria... olhe ao seu redor, se permita olhar para o céu, ver os pássaros,
as árvores, as plantas, respire profundamente e deixe tudo isto invadir a sua
mente e o seu espírito. Relaxe. Aproveite tudo o que Deus te deu, tudo o que
ele colocou à sua disposição.
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