
A busca da religiosidade conduz cada um de nós em diferentes direções, e vamos seguindo nossos caminhos da forma como a vida nos apresenta. Há quem comece a sua busca pela Umbanda, vai aos terreiros, às tendas de atendimento, conversa com os Pretos-Velhos, toma um passe magnético, sai “novo em folha”, aliviado, refeito. E volta na semana seguinte com os mesmos problemas. Novamente, conversa com os Pretos-Velhos, recebe orientações de reforma íntima, toma o passe e vai embora. E quando sai pela porta deixa para trás as suas cargas negativas e todos os conselhos oferecidos pelos Velhos. Não percebe que o trabalho é pessoal, é interior. Os guias não podem caminhar por nós e não podem nos carregar no colo pela vida afora. Temos que caminhar com nossas próprias pernas, com nosso livre-arbítrio. Mas, para alguns, isto ainda é quase impossível; e acabam encontrando outra religião com a qual iniciam novas expectativas e esperanças de solução. A vida não nos dá a solução para os nossos questionamentos, muito pelo contrário, ela se encarrega de criar novidades, obstáculos e novas oportunidades para o nosso próprio aprendizado. Então, em contato com a nova religião que se descortina, este irmão vai buscar aquilo que antes não conseguia, alguém que o diga exatamente o que fazer, quando fazer, como fazer. Enfim, vai ser conduzido pelas mãos igual a uma criança que é guiada por seus pais até que tenha condições para caminhar sozinha.