sexta-feira, 26 de abril de 2013

SOMOS TEMPLOS VIVOS DE DEUS


Somos templos vivos de Deus. E somente a Deus pertencemos. Somos seres espirituais criados à sua imagem e semelhança através de uma centelha viva de sua energia Divina, e somos ligados a tudo e a todos desde a nossa origem. Vivemos uma grande jornada até chegar ao nosso estágio atual, muitas vezes na luz e muitas outras na escuridão, tropeçando, caindo, nos colocando novamente de pé e seguindo em frente em nossa evolução; como seres espirituais, como espécie humana e como indivíduos, com nossas particularidades. Temos uma estória pessoal e uma herança genética e espiritual que estão presentes em nós, em nosso dia a dia, muitas vezes norteando e guiando nossos passos em todos os sentidos e todas as direções.

Como seres vivos, espirituais e divinos, somos templos vivos ligados à Deus e a toda a sua Criação. Coexistimos nos planos espirituais e vivenciamos a nossa natureza íntima independente do que pensamos ser ou manifestamos no plano físico, através de nossas mentes e emocionais "bloqueados" e "adormecidos" pela experiência da encarnação.

Temos o Livre-arbítrio concedido por Deus e acima da vontade de qualquer outro ser humano, não devemos ser guiados pela vontade dos nossos semelhantes mas, sim, por nossas escolhas pessoais baseadas nas intuições que surgem em nosso íntimo. Pois através do nosso próprio interior entramos em contato com o ser divino que somos e recebemos as orientações que vêm de Deus e daqueles a quem Ele delega a nossa proteção, condução e orientação, que são nossos Orixás e Guias pessoais. Esses são nossos professores, nossos mestres, aqueles que têm como responsabilidade nos ensinar a caminhar e nos guiar até que possamos retornar à morada de nosso Pai Maior que é Deus. Nenhum ser humano, encarnado ou desencarnado, tem a permissão divina de se sobrepor a Deus e se posicionar acima de nós assumindo nossos passos, nossa vida, nosso destino. Encontramos muitos Guias e Mestres pelo caminho mas Pai e Mãe nós só temos um, apenas aqueles que nos geraram e nos deram a vida do espírito. A Deus pertencemos e somente a Deus devemos entregar nossos espíritos.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

OS ANJOS DA GUARDA


Os Anjos da Guarda são espíritos celestes cujos corpos e essências são formados por energias divinas superiores e que têm como função a proteção dos seres humanos e a sua orientação através da intuição sempre guiando-nos em nossos caminhos evolutivos. Desde muito antes da vinda de Jesus Cristo já havia descrições da aparição de anjos, até mesmo em relatos de religiões mais antigas.

Para a Igreja Católica, os Anjos são mensageiros de Deus e os Anjos da Guarda em especial são espíritos a quem Deus confiou a guarda e proteção dos nossos corpos e dos nossos espíritos determinando para cada um de nós um anjo guardião desde a hora do nosso nascimento até a hora da nossa morte. Ainda segundo a crença católica, eles nos protegem e assistem atuando tanto no plano espiritual quanto no plano físico, nos momentos de perigo os anjos nos intuem, nos incitam à oração e apresentam a Deus os nossos pedidos de auxílio e de socorro intercedendo por nós. Há inúmeras evidências de sua existência e de suas atuações nos textos Bíblicos. A Igreja Católica comemora, no dia 02 de Outubro, a festa dos Santos Anjos da Guarda.

Em “O livro dos espíritos”, de Allan Kardec, os Anjos da Guarda são descritos como espíritos protetores que nos acompanham e nos auxiliam em diversas encarnações e mesmo quando estamos no mundo espiritual, exercendo uma participação direta na evolução de cada um de nós. Segundo Allan Kardec, os Anjos da Guarda dificilmente se manifestam por meio da mediunidade de seus protegidos, estes guardiões estão sempre em atividade para nos dar forças nos momentos difíceis mas não atuam diretamente através de nossos dons mediúnicos de incorporação, psicofonia, psicografia, entre outros. Sua função seria restrita à nossa proteção, orientação e amparo espiritual.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

OFERENDAS NA UMBANDA


As oferendas existem desde o início dos tempos, independente das religiões encontradas hoje no mundo. Surgiram de um ato instintivo do ser humano em sua necessidade de pedir o auxílio divino e de agradecer pelas graças recebidas. São atos que envolvem o lado religioso e magístico do ser humano e da natureza onde vivemos. Podemos fazer oferendas de agradecimento, de pedido de ajuda, de desmagiamento negativo, de descarrego, propiciatória, purificadora, de ritual de firmeza de forças e de ritual de assentamento de forças e poderes espirituais.

A oferenda religiosa é um ato de respeito, de amor e de devoção através do qual é possível intensificar o agradecimento pelas bênçãos recebidas e o pedido de saúde, de força, de proteção, de amparo e de sustentação em todos os sentidos de nossas vidas. Através das oferendas, nos colocamos de joelhos diante das Divindades e abrimos nossos corações criando uma ligação mais forte e poderosa que imediatamente nos envolve e começa a atuar em nós. Quando vamos a um ponto de forças para oferendar um ou mais Orixás, se nos posicionamos com amor, reverência e fé, um portal é aberto estabelecendo uma passagem entre o plano físico e o plano espiritual daquele ponto de forças e entre as dimensões a ele ligadas. Por este portal vêm aqueles que irão receber as nossas oferendas no plano espiritual e irradiar sobre nós as suas energias vivas e divinas que atuarão em nosso benefício. Normalmente, recebemos as irradiações dos Orixás que oferendamos enquanto um de seus filhos ou filhas (naturais ou elementais) vem ao nosso encontro. Este contato é rápido e devemos estar em sintonia com a natureza do local, mantendo nossas mentes e nossos emocionais livres de pensamentos e sentimentos negativos e desequilibrados.

domingo, 31 de março de 2013

PONTOS DE FORÇAS DA NATUREZA


Os Orixás são mistérios da natureza e Senhores Regentes de planos e dimensões em toda a Divina Criação, Eles sustentam a vida por meio das 7 qualidades que divinas que são a Fé, o Amor, o Conhecimento, a Justiça, a Lei, a Evolução e a Geração e que originaram os 7 elementos principais de onde retiramos tudo que necessitamos para viver e evoluir: o cristalino, o mineral, o vegetal, o fogo, o ar, a terra e a água. Por serem os Senhores Regentes das forças da natureza, estão assentados em locais na natureza que são considerados pontos de forças ou vórtices energéticos de onde emanam suas irradiações vivas e divinas e dão sustentação a tudo e a todos os seres que vivem sob sua regência.

Os Pontos de Forças da Natureza são onde as energias e magnetismos dos Orixás são mais puros e intensos atuando sobre nós de acordo com nossas necessidades e nosso merecimento pessoal, através dos pontos de forças da natureza nosso contato com o plano espiritual se torna mais fácil e mais forte, à medida que suas energias nos envolvem e atuam em nós. Os pontos de forças da natureza são santuários naturais, são como "chakras" ou vórtices eletromagnéticos por onde fluem as energias vivas e divinas que vem do Alto através das qualidades de Deus. Nos pontos de forças podemos oferendar e evocar os Orixás e todos os seres espirituais que atuam sob suas irradiações e nos dão amparo e sustentação. São locais irradiadores e captadores de energias oriundas de outras dimensões, de onde recebem energias de padrões vibratórios mais sutis. Devemos visitar estes locais com alguma frequência pois assim poderemos absorver suas energias divinas e ter nossos corpos espirituais e campos magnéticos limpos e purificados em seus meio natural e pela atuação dos seres naturais e elementais que ali habitam. Tais seres da natureza podem atuar em nosso benefício promovendo limpeza, purificação, cura, regeneração e vitalização do nosso ser espiritual.

sábado, 9 de março de 2013

EGUNITÁ: NOSSA MÃE DO FOGO DIVINO


Apresentamos um texto muito interessante sobre nossa Mãe Egunitá, conhecida por nós em nossa Teologia de Umbanda Sagrada como o pólo feminino da irradiação da Justiça Divina e que atua também nos campos da Lei Maior. Fala um pouco sobre sua origem e seu mito:

"Ancestral de Oba Aganjù e Sàngó, para alguns a mãe, segundo outros o pai. Deidade de fundamento se recebe juntamente com Aganjù e Sàngó e não se inicia ou consagra em nenhum indivíduo. A etimologia da palavra Oro Iná, significa “Fúria de Fogo” e Ará Iná como também é conhecida “Trovão de Fogo”. Nasce no Odù Ìròsùn Meji, emanação direta de Olódúmarè, vivia com Elégbá no Orun muito antes de Òrúnmìlà vir à Ota Ole (Terra) com os demais Òrìsà, assim relata o Odù Ogbe Méjì. É a manifestação do fogo universal, a representação dos lugares onde nascem os fogos vulcânicos e as lava dos vulcões, a energia calórica do centro da Terra, o centro incandescente do globo terrestre, dos lugares onde nascem os terremotos. Seus poderes formam as montanhas, as colinas e as cordilheiras. Simboliza sobretudo o amor e a ira, o fogo purificador e o conhecimento intuitivo. Está estritamente ligada ao foco central da energia solar concentrado em Òrìsà Oko, ligando-se à Baba Òkè nos caminhos de Aganjù e buscando sua identidade em Olókun, os fundamentos desta trilogia divina é muito mais profunda. Todos os ritos de fogo à Elégbá, Aganjù e Sàngó, estão mais relacionados à Oro Iná de que a própria divindade que se esteja realizando o ritual, como é o exemplo do Ajere, do Akara e da fogueira de Aira.

O mito de Oro Iná

A Terra era uma grande massa incandescente de fogo e Olofin sabia que não haveria nenhuma possibilidade de vida, então enviou Yemowo – esposa de Òrìsà-Nlá para que apagasse este imenso fogo. Yemowo trabalhou arduamente e a cada emanação de seu àse formou-se uma camada. Quando formou-se a crosta terrestre o fogo tinha se extinguido, mas ficou completamente coberta pelas águas salgadas. Oro Iná ficou aprisionada no centro da Terra, não conformada com seu destino foi ver Olódúmarè, o qual lhe repreendeu por sua atitude anterior de querer a Terra somente para si. Mas com Sua bondade e sabedoria o Deus Supremo lhe disse: “Está pagando pela sua própria culpa, terá completo domínio sobre o centro da Terra, mas a cada período de tempo, poderá mostrar aos habitantes da Terra a fúria de sua voz e sua descendência”.

A voz da qual o mito retrata é o estrondo dos vulcões em erupções e a descendência são as lavas incandescentes."       

Fonte:
http://www.no.comunidades.net/sites/ele/elegbaraketu/index.php?pagina=1345333706