quinta-feira, 4 de abril de 2013

OFERENDAS NA UMBANDA


As oferendas existem desde o início dos tempos, independente das religiões encontradas hoje no mundo. Surgiram de um ato instintivo do ser humano em sua necessidade de pedir o auxílio divino e de agradecer pelas graças recebidas. São atos que envolvem o lado religioso e magístico do ser humano e da natureza onde vivemos. Podemos fazer oferendas de agradecimento, de pedido de ajuda, de desmagiamento negativo, de descarrego, propiciatória, purificadora, de ritual de firmeza de forças e de ritual de assentamento de forças e poderes espirituais.

A oferenda religiosa é um ato de respeito, de amor e de devoção através do qual é possível intensificar o agradecimento pelas bênçãos recebidas e o pedido de saúde, de força, de proteção, de amparo e de sustentação em todos os sentidos de nossas vidas. Através das oferendas, nos colocamos de joelhos diante das Divindades e abrimos nossos corações criando uma ligação mais forte e poderosa que imediatamente nos envolve e começa a atuar em nós. Quando vamos a um ponto de forças para oferendar um ou mais Orixás, se nos posicionamos com amor, reverência e fé, um portal é aberto estabelecendo uma passagem entre o plano físico e o plano espiritual daquele ponto de forças e entre as dimensões a ele ligadas. Por este portal vêm aqueles que irão receber as nossas oferendas no plano espiritual e irradiar sobre nós as suas energias vivas e divinas que atuarão em nosso benefício. Normalmente, recebemos as irradiações dos Orixás que oferendamos enquanto um de seus filhos ou filhas (naturais ou elementais) vem ao nosso encontro. Este contato é rápido e devemos estar em sintonia com a natureza do local, mantendo nossas mentes e nossos emocionais livres de pensamentos e sentimentos negativos e desequilibrados.

domingo, 31 de março de 2013

PONTOS DE FORÇAS DA NATUREZA


Os Orixás são mistérios da natureza e Senhores Regentes de planos e dimensões em toda a Divina Criação, Eles sustentam a vida por meio das 7 qualidades que divinas que são a Fé, o Amor, o Conhecimento, a Justiça, a Lei, a Evolução e a Geração e que originaram os 7 elementos principais de onde retiramos tudo que necessitamos para viver e evoluir: o cristalino, o mineral, o vegetal, o fogo, o ar, a terra e a água. Por serem os Senhores Regentes das forças da natureza, estão assentados em locais na natureza que são considerados pontos de forças ou vórtices energéticos de onde emanam suas irradiações vivas e divinas e dão sustentação a tudo e a todos os seres que vivem sob sua regência.

Os Pontos de Forças da Natureza são onde as energias e magnetismos dos Orixás são mais puros e intensos atuando sobre nós de acordo com nossas necessidades e nosso merecimento pessoal, através dos pontos de forças da natureza nosso contato com o plano espiritual se torna mais fácil e mais forte, à medida que suas energias nos envolvem e atuam em nós. Os pontos de forças da natureza são santuários naturais, são como "chakras" ou vórtices eletromagnéticos por onde fluem as energias vivas e divinas que vem do Alto através das qualidades de Deus. Nos pontos de forças podemos oferendar e evocar os Orixás e todos os seres espirituais que atuam sob suas irradiações e nos dão amparo e sustentação. São locais irradiadores e captadores de energias oriundas de outras dimensões, de onde recebem energias de padrões vibratórios mais sutis. Devemos visitar estes locais com alguma frequência pois assim poderemos absorver suas energias divinas e ter nossos corpos espirituais e campos magnéticos limpos e purificados em seus meio natural e pela atuação dos seres naturais e elementais que ali habitam. Tais seres da natureza podem atuar em nosso benefício promovendo limpeza, purificação, cura, regeneração e vitalização do nosso ser espiritual.

sábado, 9 de março de 2013

EGUNITÁ: NOSSA MÃE DO FOGO DIVINO


Apresentamos um texto muito interessante sobre nossa Mãe Egunitá, conhecida por nós em nossa Teologia de Umbanda Sagrada como o pólo feminino da irradiação da Justiça Divina e que atua também nos campos da Lei Maior. Fala um pouco sobre sua origem e seu mito:

"Ancestral de Oba Aganjù e Sàngó, para alguns a mãe, segundo outros o pai. Deidade de fundamento se recebe juntamente com Aganjù e Sàngó e não se inicia ou consagra em nenhum indivíduo. A etimologia da palavra Oro Iná, significa “Fúria de Fogo” e Ará Iná como também é conhecida “Trovão de Fogo”. Nasce no Odù Ìròsùn Meji, emanação direta de Olódúmarè, vivia com Elégbá no Orun muito antes de Òrúnmìlà vir à Ota Ole (Terra) com os demais Òrìsà, assim relata o Odù Ogbe Méjì. É a manifestação do fogo universal, a representação dos lugares onde nascem os fogos vulcânicos e as lava dos vulcões, a energia calórica do centro da Terra, o centro incandescente do globo terrestre, dos lugares onde nascem os terremotos. Seus poderes formam as montanhas, as colinas e as cordilheiras. Simboliza sobretudo o amor e a ira, o fogo purificador e o conhecimento intuitivo. Está estritamente ligada ao foco central da energia solar concentrado em Òrìsà Oko, ligando-se à Baba Òkè nos caminhos de Aganjù e buscando sua identidade em Olókun, os fundamentos desta trilogia divina é muito mais profunda. Todos os ritos de fogo à Elégbá, Aganjù e Sàngó, estão mais relacionados à Oro Iná de que a própria divindade que se esteja realizando o ritual, como é o exemplo do Ajere, do Akara e da fogueira de Aira.

O mito de Oro Iná

A Terra era uma grande massa incandescente de fogo e Olofin sabia que não haveria nenhuma possibilidade de vida, então enviou Yemowo – esposa de Òrìsà-Nlá para que apagasse este imenso fogo. Yemowo trabalhou arduamente e a cada emanação de seu àse formou-se uma camada. Quando formou-se a crosta terrestre o fogo tinha se extinguido, mas ficou completamente coberta pelas águas salgadas. Oro Iná ficou aprisionada no centro da Terra, não conformada com seu destino foi ver Olódúmarè, o qual lhe repreendeu por sua atitude anterior de querer a Terra somente para si. Mas com Sua bondade e sabedoria o Deus Supremo lhe disse: “Está pagando pela sua própria culpa, terá completo domínio sobre o centro da Terra, mas a cada período de tempo, poderá mostrar aos habitantes da Terra a fúria de sua voz e sua descendência”.

A voz da qual o mito retrata é o estrondo dos vulcões em erupções e a descendência são as lavas incandescentes."       

Fonte:
http://www.no.comunidades.net/sites/ele/elegbaraketu/index.php?pagina=1345333706



segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - JUS


O blog SENZALA DE UMBANDA tem como objetivo divulgar a religião Umbanda através do conhecimento e do estudo de sua Teologia, de seus Orixás e de suas práticas religiosas. Acreditamos que somente através do conhecimento todos os preconceitos e discriminações poderão ser vencidos e que os umbandistas poderão ser respeitados como pessoas íntegras e espiritualizadas seguindo seus caminhos evolutivos de forma natural.

Sendo assim, divulgamos a postagem do irmão Alexandre Cumino relativa ao JORNAL DE UMBANDA SAGRADA, que atua como mais uma ferramenta de orientação e esclarecimento sobre  a nossa religião:

“Todas as edições do Jornal de Umbanda Sagrada, desde 1999, do numero 0 até o numero 151 estão disponíveis no site: www.colegiopenabranca.com.br

Neste site é possível se cadastrar para receber os textos do JUS, em Newsletter.

Abaixo, um texto histórico do irmão Rodrigo Queiroz, fundador do JUS, publicado na edição 0 do JUS em 1999.

Oxalá nos abençoe, 
Alexandre Cumino - Médium"


"Cuidados a serem tomados num terreiro!
Por Rodrigo Queiroz

Primeiramente, quando chegar à porta do terreiro, peça licença aos guardiões da casa.  Dentro do terreiro, sinta o ambiente, feche os olhos e respire fundo (a respiração é a base da vida, os ciclos e ritmos - o Fole Vital). Inspire os perfume, as essências do Templo. Elas lhe despertarão sentimentos e prazeres jamais sentidos. Experimente...

Quando as entidades estiverem incorporadas, visualize bem e sinta a vibração do atabaque e das entidades. 

No passe, é necessário que você sinta a vibração da entidade, ou quem não sente vibração sentirá qualquer outro tipo de sensação que mostrará se a entidade está ali ou se é uma mistificação. Qualquer tipo de entidade da linha branca não tem linguajar grosseiro nem fica falando da vida de outros ou até mesmo falando que fulano fez isso aqui ou macumba acolá.

As entidades tem sempre que deixar uma mensagem de conforto. Se isso não acontecer fale com a entidade chefe, pois pode estar havendo mistificação!

Tomar muito cuidado com médiuns mistificadores, não existe na lei de Umbanda Sagrada cobrar para fazer trabalho, muito menos a própria entidade falar que tem que ser cobrado. Isso é um imenso desrespeito com nosso Senhor Zâmbi (Deus) e com as entidades.

Existem muitos engraçadinhos que querem ganhar a vida através de mistificação, portanto cuidado, irmãos!"


domingo, 10 de fevereiro de 2013

MEDICINA INDÍGENA BRASILEIRA


Há um estudo muito interessante sobre a medicina indígena brasileira e a medicina tradicional e científica, mostra ao mesmo tempo um comparativo e uma similaridade. Para aqueles que se interessam pela medicina indígena, por suas ervas e conhecimentos, indico a leitura desse estudo a fim de estimular ainda mais seu interesse e sua busca pessoal.

Basta acessar o link abaixo e ter acesso ao texto. Boa leitura!

>>> Medicina Indígena Brasileira: Comparação entre o Saber dos Pajés e a Medicina Antroposófica - por Wesley Aragão de Moraes